No vasto campo das controvérsias eclesiásticas, um dos sofismas mais recorrentes e intelectualmente desonestos propagados pela apologética católica moderna é o argumento da suposta fragmentação externa em contraste com uma imaginária coesão institucional e dogmática de Roma. Com frequência e sem qualquer rigor metodológico, militantes católicos afirmam que o cristianismo não-romano se estilhaçou em 20 mil, 40 mil, 60 mil ou até 100 mil seitas, enquanto a jurisdição papal teria permanecido como um bloco monolítico inabalável através dos séculos ( World Christian Encyclopedia, ed. David B. Barrett, George T. Kurian e Todd M. Johnson, vol. 1, p. 16; cf. a própria divisão interna da mesma obra: “Independents” 22.000, “Protestants” 9.000, “Marginals” 1.600, “Orthodox” 781, “Catholics” 242 e “Anglicans” 168 ). Essa dicotomia ilusória, contudo, não resiste ao escrutínio historiográfico e à análise cruzada de dados sociológicos, servindo apenas como um verniz retórico para encobrir a profunda ...
A Tese do Inimigo O Sistema Ocultista Global e o Estado secular moderno alegam que o dia 21 de abril, feriado de Tiradentes e marco da Inconfidência Mineira, representa um levante popular espontâneo e um grito patriótico genuíno por liberdade contra a tirania. A historiografia oficial do sistema vende este evento como uma glória cívica, incutindo nas massas a ilusão de que a nação foi forjada por heróis independentes que lutavam pelo bem comum. Além disso, o sistema afirma que o triângulo da bandeira mineira é uma alusão à Santíssima Trindade cristã ou a um mero lema iluminista. Será? A Farsa Exposta A realidade, meticulosamente escondida sob o véu da educação institucionalizada e da mídia, é que não existem revoluções políticas "espontâneas". A Inconfidência Mineira não foi um movimento do povo cristão, mas uma maquinação elitista orquestrada de forma sectária nos bastidores pelas sociedades secretas.¹ O Estado Brasileiro como um todo não nasceu da vontade pop...