Todos os anos, no dia 2 de novembro, milhões de pessoas povoam os cemitérios, acendem velas diante de túmulos de pedra e pagam por missas fúnebres na esperança de "aliviar os sofrimentos" de entes queridos na outra vida. A teologia romana construiu um vasto império eclesiástico baseado na premissa de que a alma humana é naturalmente imortal e que, após a morte física, necessita de socorro e purificação. Contudo, quando submetemos essa prática ao crivo das línguas originais da Bíblia, da historiografia secular e da Patrística dos primeiros séculos, a estrutura do "Dia de Finados" revela-se como uma monumental invenção medieval fundamentada na filosofia pagã greco-romana e na negação da vitória de Cristo na cruz. I. A Antropologia Bíblica versus o Mito Pagão da Alma Imortal A pedra angular de todo o sistema do Purgatório e do Dia de Finados é a crença de que o homem possui uma "alma imortal" incorporada que abandona a matéria na hora da morte. Essa ideia...
Recentemente, a engrenagem do sistema religioso institucional voltou a cruzar o meu caminho. Um pastor começou a me seguir no Instagram e, ao acessar o seu perfil, deparei-me com um vídeo onde ele supostamente "desbancava um desigrejado" em um debate. Como alguém que defende a fé em Cristo orgânica e bíblica, fora das amarras das instituições (CNPJs), decidi analisar os argumentos apresentados. O que vi, no entanto, não foi uma refutação teológica, mas um espetáculo de falácias, anacronismos e um verdadeiro "tiro no pé" hermenêutico. Na tentativa de justificar a máquina financeira da instiuição moderna, o pastor recorreu a argumentos que distorcem tanto a Lei de Moisés quanto a Nova Aliança. O primeiro e mais grotesco erro do pastor foi a sua tentativa de usar as 30 moedas de prata da traição de Judas para provar que "o templo lidava com dinheiro" e, por extensão, legitimar o dízimo financeiro moderno. O pastor questiona o rapaz: "𝘋𝘦 𝘰𝘯𝘥𝘦 𝘴...