A imagem acima é um exemplo clássico da "Falácia do Espantalho". Ela ridiculariza a narrativa bíblica reduzindo conceitos espirituais profundos a uma caricatura ("fruta mágica", "cobra falante") para tentar provar que Deus seria sádico ou contraditório. O argumento central do meme é: "Se Deus sabia que daria errado, por que Ele permitiu?" A resposta curta é: Porque Deus queria filhos, não robôs. Mas vamos aprofundar em três pontos lógicos que desmontam essa crítica. O erro lógico primário do meme é confundir "saber o futuro" com "causar o futuro". O fato de Deus saber, em sua onisciência, que o homem escolheria o caminho errado, não significa que Ele obrigou o homem a fazer isso. Pense em um pai que vê seu filho aprendendo a andar de bicicleta. O pai sabe que, eventualmente, o filho vai cair e se ralar. O pai é "mau" por deixar o filho tentar? Não. Se o pai impedir a tentativa para evitar a queda, ele também imped...
Recentemente, ao aprofundar minha leitura na obra "A Origem", concentrei-me nas páginas 32 a 34, uma seção escrita pelo Professor Luiz. Para quem acompanha meu trabalho, ele é a mesma figura cujos argumentos sobre pautas LGBT já analisei e refutei anteriormente (o mesmo do vídeo que respondi sobre os LGBTQIA+ e Levíticos - https://youtube.com/shorts/cqTGdxXby2c?si=BZhR6shC1kQ1ELQW) . Desta vez, o embate se dá no campo da Teologia Sistemática e da Exegese do Antigo Testamento. O autor tenta estabelecer as bases do dogma da Trindade logo nos primeiros capítulos de Gênesis, utilizando o relato da criação como uma suposta evidência de pluralidade na divindade. No entanto, ao passarmos o crivo da lógica, da gramática hebraica e da própria antropologia bíblica, percebemos que tais conclusões são fruto de uma leitura anacrônica, que projeta dogmas posteriores sobre um texto estritamente unitário. A seguir, apresento uma dissecação técnica dessa argumentação. Rebatendo no mesmo ní...