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Respondendo aos questionamentos de Fábio Sabino acerca do mal

 𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲𝘀𝘁𝗶𝗼𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗙𝗮́𝗯𝗶𝗼 𝗦𝗮𝗯𝗶𝗻𝗼 𝗮𝗰𝗲𝗿𝗰𝗮 𝗱𝗼 𝗺𝗮𝗹





   Neste texto, você encontrará respostas às perguntas existentes no esboço de Fábio intitulado "Deus criou o mal?". Embora o tema central do esboço seja defender que o versículo 7 de Isaías 45 claramente fala que é Deus quem cria o mal, o que não discordo, o esboço também aborda outras questões que deixam em dúvidas aqueles que fazem uma leitura sincera das Escrituras. E é nestas que vou aprofundar.


𝙋𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝟭: 𝘿𝙚𝙪𝙨 𝙥𝙧𝙚𝙟𝙪𝙙𝙞𝙘𝙤𝙪 𝙖 𝙝𝙪𝙢𝙖𝙣𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙖𝙤 𝙘𝙧𝙞𝙖𝙧 𝙖 𝙖́𝙧𝙫𝙤𝙧𝙚 𝙙𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙙𝙤 𝙗𝙚𝙢 𝙚 𝙙𝙤 𝙢𝙖𝙡?


  Em Gênesis 2:9, a árvore do conhecimento do bem e do mal é criada por Deus e colocada no Jardim do Éden. Essa árvore representa a liberdade de escolha e a moralidade humana. A criação da árvore não é um ato de prejudicar a humanidade, mas de conceder o livre-arbítrio. Deus deu ao homem a capacidade de fazer escolhas morais e, com isso, a responsabilidade pelos seus atos.

   A culpa do homem reside na desobediência e não na existência da árvore. O mal não foi criado pelo homem, mas a escolha de desobedecer trouxe as consequências do mal para a humanidade. Inclusive tenho um texto que já tratou deste assunto intitulado "𝙋𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝙚 𝙧𝙚𝙨𝙥𝙤𝙨𝙩𝙖 𝙖𝙘𝙚𝙧𝙘𝙖 𝙙𝙤 𝙡𝙞𝙫𝙧𝙚 𝙖𝙧𝙗𝙞́𝙩𝙧𝙞𝙤 𝙚𝙢 𝙂𝙚̂𝙣𝙚𝙨𝙞𝙨".


𝙋𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝟮: 𝘿𝙚𝙪𝙨 𝙘𝙧𝙞𝙤𝙪 𝙤 𝙢𝙖𝙡 𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨 𝙙𝙤 𝙝𝙤𝙢𝙚𝙢?


   Gênesis 1:3 afirma que Deus criou a luz, mas a escuridão é simplesmente a ausência de luz. Similarmente, o mal é a ausência do bem e não uma criação independente. 

   Em Gênesis 3:22, o homem se torna conhecedor do bem e do mal ao desobedecer a Deus. Isso não implica que o mal já existia como uma entidade, mas que a capacidade de conhecer e praticar o mal foi adquirida.

 

   Deus é bom e tudo que criou originalmente era bom (Gênesis 1:31). O mal é uma corrupção do bem e surge como uma consequência da liberdade dada ao homem. A bondade de Deus é anterior e superior à existência do mal. O mal, sendo uma ausência de bem, aparece quando seres livres escolhem agir contra a bondade divina.


𝙋𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝟯: 𝘿𝙚𝙪𝙨 𝙥𝙤𝙙𝙚 𝙨𝙚𝙧 𝙩𝙚𝙣𝙩𝙖𝙙𝙤?


   Tiago 1:13 afirma que Deus não pode ser tentado pelo mal e que Ele não tenta ninguém. Isso se refere à natureza divina e moral de Deus, que é imutável e absolutamente santa. A palavra grega "ἀπείραστος" (apeirastos)  em seu contexto, significa "não pode ser tentado". Tiago usa o termo no sentido passivo, indicando que Deus não pode ser influenciado pelo mal.

   Em Jó 1:11, Satanás desafia Deus a permitir que Jó seja testado. Deus permite, mas não é Ele quem tenta. A tentação vem de Satanás.

 Deus permite testes e provações para revelar a fidelidade e a fé das pessoas, mas Ele mesmo não é a fonte da tentação. As tentações são permitidas dentro de Sua soberania para cumprir Seus propósitos. A passagem de Jó mostra que Deus está no controle e que mesmo as ações de Satanás só ocorrem dentro dos limites estabelecidos por Deus.


𝙋𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝟰: 𝙅𝙚𝙨𝙪𝙨 𝙚́ 𝘿𝙚𝙪𝙨? 𝘾𝙖𝙨𝙤 𝙚𝙡𝙚 𝙨𝙚𝙟𝙖, 𝙥𝙤𝙙𝙚𝙧𝙞𝙖 𝙨𝙚𝙧 𝙩𝙚𝙣𝙩𝙖𝙙𝙤?


   Mateus 4:1 e Lucas 22:28 mostram Jesus sendo tentado no deserto e durante Sua vida. Hebreus 2:18 e 4:15 afirmam que Jesus foi tentado em todas as coisas, mas sem pecar.


    Jesus é tanto plenamente Deus quanto plenamente homem. Sua natureza humana permitiu que Ele fosse tentado, mas Sua natureza divina assegurou que Ele não pecasse. A tentação de Jesus demonstra Sua identificação com a humanidade e Sua capacidade de ser o Sumo Sacerdote compassivo que entende nossas fraquezas e pode nos socorrer.


  Assim como Israel foi testado por 40 anos, Jesus jejuou e foi tentado por 40 dias. Jesus, como o novo Israel, supera as tentações, demonstrando Sua fidelidade a Deus. Analisando os paralelos entre Mateus, Marcos e Lucas, há diferenças estilísticas e de ênfase. Por exemplo, Mateus usa o termo "ἐπείνασεν" (teve fome) para enfatizar a humanidade de Jesus, enquanto Marcos e Lucas têm abordagens ligeiramente diferentes. 


 Primeira tentação: Transformar pedras em pão.


Segunda tentação: Lançar-se do pináculo do templo.


Terceira tentação: Adorar Satanás para receber todos os reinos do mundo.


   As tentações de Jesus não provam que Ele não é Deus, e responde a quarta pergunta. Em vez disso, mostram Sua identificação com a humanidade e Sua vitória sobre o mal. Jesus, em Sua natureza humana, foi tentado, mas em Sua natureza divina, não pecou. Ele é o Sumo Sacerdote perfeito que compreende nossas fraquezas e pode nos ajudar em nossas tentações.


𝗡𝗶𝗰𝗼𝗹𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗲𝗻𝗼

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