Há quem afirme que Satanás ou o diabo seja apenas a natureza humana, resultando em dizer que não há um ser maligno distinto, mas sim que se trata de uma simbologia para a maldade humana pecaminosa.
Algumas interpretações entendem "Satanás" e "diabo" como personificações da inclinação humana ao pecado, sem admitir a existência de um agente espiritual real. Para avaliar essa tese, é necessário distinguir duas coisas: as passagens que tratam do pecado residente na própria humanidade (a nossa carne) e aquelas que apresentam o diabo como um interlocutor, acusador, tentador e agente espiritual distinto dos seres humanos.
Vamos analisar os textos usados para defender essa tese simbólica e, em seguida, tratar dos textos que apresentam Ha Satan como um ser literal.
Aqui uma seleção de alguns textos que os céticos e críticos religiosos se apoiam para afirmar que essas figuras são representações simbólicas dos aspectos negativos da natureza humana:
"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus." (𝗚𝗮́𝗹𝗮𝘁𝗮𝘀 𝟱:𝟭𝟵-𝟮𝟭)
Paulo fala sobre "as obras da carne" que são contrárias a Deus, essas obras são vistas como manifestações da natureza humana pecaminosa. Acho que até aqui nos concordamos.
"Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo." (𝟭 𝗝𝗼𝗮̃𝗼 𝟯:𝟴)
O "diabo" é visto, segundo alguns, como a personificação do pecado e da natureza humana pecaminosa. Mas esta interpretação sobrevive a uma análise do texto grego? Vejamos o texto crítico padrão (NA28/UBS5), que reflete o consenso dos melhores e mais antigos manuscritos:
𝗧𝗲𝘅𝘁𝗼 𝗲𝗺 𝗚𝗿𝗲𝗴𝗼: ὁ ποιῶν τὴν ἁμαρτίαν ἐκ τοῦ διαβόλου ἐστίν, ὅτι ἀπ' ἀρχῆς ὁ διάβολος ἁμαρτάνει. εἰς τοῦτο ἐφανερώθη ὁ υἱὸς τοῦ θεοῦ, ἵνα λύσῃ τὰ ἔργα τοῦ διαβόλου.
A tradução não é aqui incluída porque é a mesma supracitada. Portanto, vamos para a transliteração (processo de mapeamento de um sistema de escrita em outro).
𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗹𝗶𝘁𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼: ho poiōn tēn hamartian ek tou diabolou estin, hoti ap' archēs ho diabolos hamartanei. eis touto ephanerōthē ho huios tou theou, hina lysē ta erga tou diabolou.
Vamos por partes:
"ho poiōn tēn hamartian" (Aquele que comete pecado): Literalmente, "aquele que pratica o pecado". Hamartian (ἁμαρτίαν) refere-se ao pecado em geral, sem especificar um tipo de pecado.
"ek tou diabolou estin" (é do diabo): Ek (ἐκ) significa "de", indicando origem ou associação. Diabolou (διαβόλου) é o genitivo de diabolos (διάβολος), que significa "difamador" ou "acusador", comumente traduzido como "diabo".
"hoti ap' archēs ho diabolos hamartanei" (porque o diabo peca desde o princípio): Archēs (ἀρχῆς) significa "início" ou "princípio". Hamartanei (ἁμαρτάνει) é presente ativo do indicativo, terceira pessoa do singular do verbo "pecar". No contexto de 1 João, o presente caracteriza a atividade pecaminosa do Diabo como sua prática característica ou persistente. Entretanto, o tempo presente não significa automaticamente uma ação ininterrupta em cada instante.
"hina lysē ta erga tou diabolou" (para desfazer as obras do diabo): Lysē (λύσῃ) significa "desfazer" ou "destruir". Erga (ἔργα) são "obras" ou "ações".
O versículo claramente associa o pecado ao diabo, indicando origem e filiação espiritual: aqueles que praticam o pecado são "do diabo" (ek tou diabolou). Mais do que isso, o texto afirma que o Diabo peca "desde o princípio" e que o Filho de Deus se manifestou com um propósito cósmico e redentor: destruir as obras do diabo (hina lysē ta erga tou diabolou). Ora, o Messias não precisaria encarnar para "destruir as obras" de um simples conceito abstrato dentro da mente humana; Ele veio para desatar (λύσῃ) as obras de um agente espiritual real que atua na criação desde o início.
A expressão grega ἀπ᾽ ἀρχῆς (ap' archēs) caracteriza a atividade pecaminosa do Diabo "desde o próprio princípio". Essa expressão é compatível com a tese de que Satanás não passou por uma transformação moral de bom para mau, mas não encerra isoladamente a discussão sobre se o marco é sua própria origem, o início da história humana ou o começo de sua atividade como adversário.¹
A missão do Filho de Deus, segundo o versículo, é destruir as "obras do diabo", indicando uma oposição direta a um ser ativo, não meramente a uma abstração do pecado. Portanto, a interpretação de que o diabo é apenas uma metáfora para a natureza humana pecaminosa não encontra um fundamento sólido neste texto. O diabo é claramente retratado como uma entidade que age e peca "desde o princípio", em oposição direta ao Filho de Deus.
"Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês." (𝗧𝗶𝗮𝗴𝗼 𝟰:𝟳)
Seguiremos da mesma forma com este e os seguintes que serão apresentados, utilizando o texto crítico padrão (NA28/UBS5).
𝗧𝗲𝘅𝘁𝗼 𝗲𝗺 𝗚𝗿𝗲𝗴𝗼:
ὑποτάγητε οὖν τῷ θεῷ, ἀντίστητε δὲ τῷ διαβόλῳ, καὶ φεύξεται ἀφ᾽ ὑμῶν·
𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗹𝗶𝘁𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼:
hypotagēte oun tō theō, antistēte de tō diabolō, kai pheuxetai aph’ hymōn.
Analisando em partes:
"hypotagēte oun tō theō" (submetam-se a Deus): Hypotagēte (ὑποτάγητε) e "antistēte de tō diabolō" (resistam ao diabo), onde antistēte (ἀντίστητε), são ambos imperativos aoristos. O aoristo apresenta cada comando como uma ação considerada em sua totalidade: "submetam-se" e "resistam". Ele não significa necessariamente que a submissão e a resistência ocorram uma única vez ou que fiquem definitivamente concluídas, mas denota uma atitude firme e sumária. Tō theō (τῷ θεῷ) e tō diabolō (τῷ διαβόλῳ) estão no caso dativo, indicando, respectivamente, a quem devemos nos submeter e a quem devemos resistir.
"kai pheuxetai aph' hymōn" (e ele fugirá de vocês): Pheuxetai (φεύξεται) é a forma futura do verbo pheugō (φεύγω), com sentido ativo: "ele fugirá". A sequência condicional do discurso indica que a fuga do Diabo é uma consequência direta da resistência dos crentes, mas não se deve extrair uma nuance teológica especial apenas da forma verbal. Aph' hymōn (ἀφ' ὑμῶν) significa "de vocês", indicando que o diabo fugirá da presença dos crentes submissos a Deus.
Já deveria estar claro, mas prosseguindo. O versículo apresenta dois comandos claros: submeter-se a Deus e resistir ao diabo. A ação de resistir ao diabo resulta na sua fuga. Diabolos (διάβολος) é tradicionalmente entendido como "acusador" ou "caluniador". Aqui, ele é tratado como uma entidade que pode ser resistida e que reage fugindo.
A estrutura gramatical e o contexto implicam que o diabo é uma entidade ativa e personificada, que atua de forma adversa aos crentes e pode ser confrontado diretamente. Então sim, o texto trata este diabo como um ser personificado.
"Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado." (𝗥𝗼𝗺𝗮𝗻𝗼𝘀 𝟳:𝟭𝟱-𝟮𝟱)
Estamos vendo em mais esta refutação que Romanos nada tem a ver com esta interpretação simbólica que críticos e ateus têm. Eles afirmam que aqui Paulo discute a luta interna entre o desejo de fazer o bem e a inclinação para o mal, que ele atribui à "letra da carne" e ao "poder do pecado". Eles veem essa luta como uma manifestação da natureza humana pecaminosa, e assim a conectam com o que os outros textos não afirmam.
Romanos 7:15-25 descreve o conflito entre o desejo de cumprir a lei de Deus e o pecado que atua nos membros humanos. A passagem menciona a carne (σάρξ), o homem interior, a lei da mente e a lei do pecado; mas não identifica esse pecado residente com Satanás.
Portanto, Romanos 7 demonstra que a maldade humana não precisa ser atribuída em cada caso à ação direta do Diabo, mas também não prova que o Diabo seja apenas outro nome para a natureza pecaminosa. Mas será que agora eles ganham um ponto? De forma alguma. Lendo outras passagens, vemos que Paulo afirmava que o diabo era um ser real, e não apenas uma simbologia da natureza humana pecaminosa.
"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as ciladas do diabo; pois não é contra carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais." (𝗘𝗳𝗲́𝘀𝗶𝗼𝘀 𝟲:𝟭𝟭-𝟭𝟮)
"Por essa razão, não podendo esperar mais, também mandei perguntar a respeito da vossa fé, temendo que o tentador vos tivesse tentado, e o nosso trabalho viesse a ser inútil." (𝟭 𝗧𝗲𝘀𝘀𝗮𝗹𝗼𝗻𝗶𝗰𝗲𝗻𝘀𝗲𝘀 𝟯:𝟱)
Outras passagens paulinas distinguem claramente a pecaminosidade humana de agentes espirituais adversários. O apóstolo Paulo não reduzia o mal apenas à mente humana.
Em Efésios 6:11-12, ele relaciona as ciladas do Diabo a principados, potestades e forças espirituais da maldade nas regiões celestes. Em 1 Tessalonicenses 3:5, ele apresenta "o tentador" como uma figura que atua diretamente para enfraquecer a fé da comunidade.
Esses textos contribuem para um retrato pessoal e espiritual do adversário, confirmando que Ha Satan é um ser real, e não apenas um símbolo da nossa natureza, embora devam ser considerados juntamente com o conjunto do testemunho bíblico.
"E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal. Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor." (𝗝𝗼́ 𝟭:𝟲-𝟭𝟮)
Em Jó 1–2 aparece `הַשָּׂטָן`, literalmente “o adversário” ou “o acusador”. O artigo definido favorece a compreensão de um título ou função dentro da narrativa, e não necessariamente de um nome próprio já fixado. Ainda assim, no mundo narrativo de Jó, ele é apresentado como agente distinto de Deus, de Jó e da própria inclinação humana: comparece, fala, acusa, propõe uma prova, recebe limites e executa ações.
O mesmo padrão aparece em Zacarias 3:1, onde o profeta vê o sumo sacerdote Josué em pé diante do Anjo de YHWH, e הַשָּׂטָן (HaSatan, "o adversário") está postado à sua mão direita para acusá-lo. O artigo definido favorece a leitura de um título funcional ("o acusador"), e não de um nome próprio já fixado. A própria palavra final do verso, לְשִׂטְנֽוֹ (ləšiṭnō), é o verbo שׂטן no infinitivo construto: "para acusá-lo" ou "para ser seu adversário" (cf. Holladay Lexicon). A cena é judicial: há um acusado (Josué), um acusador (HaSatan) e um juiz (o Anjo de YHWH). O adversário atua como um agente distinto dentro da corte celestial, exercendo a função de promotor, não como uma metáfora da natureza pecaminosa de Josué.
"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a clique o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam." (𝗠𝗮𝘁𝗲𝘂𝘀 𝟰:𝟭-𝟭𝟭)
"O diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como um leão, buscando a quem possa tragar." (𝟭 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼 𝟱:𝟴)
"E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele" (𝗔𝗽𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝗽𝘀𝗲 𝟭𝟮:𝟳-𝟵)
Enfim, a conclusão das Escrituras inspiradas por Deus nos mostra algo totalmente diferente da interpretação alternativa dos céticos e dos críticos. E acrescentando o que defendo com base nas Escrituras , (de que Satanás foi criado mau e nunca teve um período como anjo bom que caiu do céu), os religiosos tentam usar o livro de Apocalipse para defender essa queda primordial. Mas como entender isto à luz do contexto?
Apocalipse 12 identifica explicitamente o dragão como "a antiga serpente, chamada Diabo e Satanás". Portanto, o dragão é uma figura de linguagem apocalíptica, mas seu referente é o próprio Satanás, não apenas uma abstração geral do mal.
Dentro da leitura futurista adotada, a morte, a ressurreição e a entronização do Messias constituem o fundamento jurídico de sua derrota. O capítulo não apresenta todos os acontecimentos em uma sequência cronológica contínua. O versículo 5 resume a trajetória do Messias desde o nascimento até sua exaltação, enquanto Apocalipse 12:7-9 descreve a futura execução dessa sentença durante a segunda metade da futura 70ª semana de Daniel (os 1.260 dias da Grande Tribulação).
O texto apresenta Satanás como um agente distinto de Miguel, dos anjos, da mulher e de seus descendentes. O verbo ἐβλήθη (eblēthē), que significa "foi lançado", denota a derrota e a exclusão judicial desse acusador. Apocalipse 12 sequer trata da natureza original de Satanás, não afirmando em nenhum momento que ele teria sido um anjo bom que se rebelou no início da criação. O dragão já aparece no texto como "a antiga serpente" e "o enganador de todo o mundo", e sua expulsão decorre da vitória do Messias, e não de uma queda moral primordial.
O Novo Testamento reconhece a realidade do pecado residente na carne humana, mas não identifica essa realidade simplesmente com Satanás. O pecado é descrito como força que atua nos membros humanos; Satanás, por sua vez, é apresentado como adversário, acusador, tentador e enganador, capaz de falar, desejar, agir, reagir e relacionar-se com outros agentes pessoais. Nenhuma forma verbal isolada prova sua personalidade. A conclusão depende do retrato cumulativo oferecido por Jó 1–2, Zacarias 3, os relatos da tentação do Messias, 1 João 3:8, Tiago 4:7, Efésios 6:11-12, 1 Tessalonicenses 3:5, 1 Pedro 5:8 e Apocalipse 12. Assim, Satanás não deve ser reduzido à natureza humana pecaminosa, embora a Escritura também responsabilize diretamente os seres humanos por seus próprios desejos e pecados.
“A maior astúcia do Diabo é convencer-nos de que ele não existe" - Charles Baudelaire
Nicolas Breno
Notas

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