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Refutação ao vídeo: "O que é blasfêmia contra o Espírito Santo" de Fábio Sabino

 Refutação ao vídeo: "O que é blasfêmia contra o Espírito Santo" de Fábio Sabino




   O texto a seguir busca responder e colocar os pingos nos "is" do que o dito professor Fábio Sabino questiona e coloca em seu esboço.

  Passagens Citadas: Mateus 12:22-32; Marcos 3:22, 28-30; Lucas 12:10.

𝘼𝙣𝙖́𝙡𝙞𝙨𝙚 𝘾𝙤𝙣𝙩𝙚𝙭𝙩𝙪𝙖𝙡

1. Milagre de Jesus (Mateus 12:23): Jesus realiza um milagre ao curar um endemoninhado cego e mudo, e a multidão se admira.

2. Ridicularização pelos Fariseus (Mateus 12:24): Os fariseus atribuem o poder de Jesus a Belzebu, o príncipe dos demônios.

3. Afirmação de Jesus sobre exorcismo (Mateus 12:27): Jesus aponta que outros também praticam exorcismo, questionando a lógica dos fariseus.

4. Blasfêmia contra o Espírito Santo (Mateus 12:31): Jesus ensina que a blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável.

𝙍𝙚𝙛𝙪𝙩𝙖𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙙𝙤𝙨 𝘼𝙧𝙜𝙪𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤𝙨 𝙩𝙧𝙖𝙫𝙚𝙨𝙩𝙞𝙙𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙥𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖𝙨

Pode o Espírito Santo operar sinais em pessoas que praticam iniquidades? (Mateus 7:22-23):

Refutação: Em Mateus 7:22-23, Jesus diz que muitos farão milagres em Seu nome, mas Ele não os reconhecerá se praticarem iniquidade. Isso não significa que o Espírito Santo opere através deles, mas sim que a autoridade de Jesus pode ser usada erradamente por pessoas más. O verdadeiro milagre pelo Espírito Santo deve ser discernido pelo fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23).

O milagre é resultado do Espírito Santo ou da autoridade dada por Jesus? (Lucas 9:1):

Refutação: Lucas 9:1 mostra que Jesus deu poder e autoridade aos discípulos. Este poder é derivado da autoridade de Jesus e não é independente. O Espírito Santo trabalha em conjunto com a autoridade de Jesus. A autoridade concedida por Jesus não diminui o papel do Espírito Santo, mas sim enfatiza a unidade de Deus e suas manifestações.

Pessoas desconhecidas fazem milagres não pelo Espírito Santo, mas por Jesus (Lucas 9:49-50):

Refutação: Em Lucas 9:49-50, Jesus não condena aqueles que expeliram demônios em Seu nome, mas que não faziam parte do grupo dos discípulos. Isso indica que a autoridade de Jesus é reconhecida e respeitada. Novamente, isso não nega o papel do Espírito Santo, mas sublinha que o nome de Jesus tem poder.

Registro do Espírito Santo na boca de entidades e blasfêmia contra o Espírito Santo (Atos 19:13-16):

Refutação: Em Atos 19:13-16, os exorcistas judeus falharam em expulsar demônios porque usaram o nome de Jesus sem verdadeira fé. O Espírito Santo opera verdadeiramente em quem tem fé. A blasfêmia contra o Espírito Santo refere-se a atribuir obras do Espírito ao diabo, o que é um pecado muito grave.

O Espírito Santo é para todos? (João 14:16-17, 25-26):

Refutação: Em João 14:16-17, 25-26, Jesus promete o Espírito Santo aos Seus discípulos. Isso não significa que o Espírito Santo esteja limitado apenas aos discípulos, mas sim que Ele será enviado após a ascensão de Jesus para todos os crentes. O Espírito Santo é dado a todos os que creem em Jesus (Efésios 1:13-14).

Apenas os discípulos tinham o Espírito Santo? (João 20:22-23):

Refutação: Em João 20:22-23, Jesus sopra o Espírito Santo sobre os discípulos como um ato inicial. No Pentecostes (Atos 2), o Espírito Santo é derramado sobre todos os crentes. Este evento demonstra que o Espírito Santo é para todos os crentes, não apenas os discípulos originais.

     O sacrifício de Jesus foi completo e suficiente para a salvação de todos os pecados. A blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável porque é um ato de rejeição absoluta e consciente da obra de Deus através do Espírito Santo. Não implica que o sacrifício de Jesus seja insuficiente, mas sim que tal rejeição impede a pessoa de receber o perdão oferecido por esse sacrifício.
     Qualquer declaração que saísse de suas bocas com aquele tipo de conteúdo, e que não correspondesse à verdade de seus corações—sendo, portanto, apenas uma utilização "política" do tema espiritual, carregando uma "calúnia" contra Jesus e uma "blasfêmia" contra o Espírito de Deus que Nele agia—seria considerado um pecado sem perdão! Ou seja, se conscientemente eles sabiam que Jesus era enviado de Deus, mas, em razão da desconstrução institucional que Jesus trouxera com Sua mera presença entre eles, haviam optado pelo caminho da negação da Graça que em Jesus os visitava; então, pela fria opção pela manutenção do poder que julgavam possuir, eles estavam cometendo a pior blasfêmia: negar que a mão de Deus seja a mão soberana em ação, preferindo caluniar o agente da Graça, cometer uma blasfêmia contra o Espírito, mas não perderem seu poder temporal que, em Jesus, eles viam ameaçado.

   Essa análise mostra que a blasfêmia contra o Espírito Santo é mais do que um simples pecado ou uma ofensa casual. É uma atitude deliberada e consciente de negação da obra de Deus, motivada por interesses pessoais e manutenção de poder. Os fariseus, ao atribuir os milagres de Jesus ao poder de Belzebu, estavam rejeitando a manifestação da graça e poder divino através do Espírito Santo. Eles faziam isso sabendo, no fundo, que Jesus era de Deus, mas preferindo negar essa verdade para não perder sua posição e influência.
   Jesus, ao afirmar que a blasfêmia contra o Espírito Santo não tem perdão, está destacando a gravidade de rejeitar intencionalmente a ação de Deus, mesmo quando se sabe que essa ação é genuína. Esse tipo de blasfêmia revela um coração endurecido e uma recusa obstinada de aceitar a graça e o perdão oferecidos por Deus. Portanto, não se trata de um pecado comum, mas de uma rejeição fundamental e consciente da obra do Espírito Santo.

𝗡𝗶𝗰𝗼𝗹𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗲𝗻𝗼



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