𝗥𝗲𝗳𝘂𝘁𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗯𝗼𝗯𝗶𝗰𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝘁𝗲𝗶́𝘀𝘁𝗮𝘀 𝟭𝟲
É a primeira vez que esta série de refutações não será dirigida por mim, mas sim pelo pastor Pipe que refutou esta concepção errônea de escravidão neste texto que os céticos de Facebook e Youtube tentam promover, então segue com o que encontrei em seu blog, uma resposta a Bruna, uma mulher que o questiona sobre o texto presente em Êxodo 21.
Pergunta de Bruna
Pq podia matar uma pessoa (mesmo sendo servo, n deixava de ser pessoa)
caso durasse uns 2 dias depois da porrada?
Êxodo 21
.
20 𝘚𝘦 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘦́𝘮 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘳 𝘢 𝘴𝘦𝘶 𝘴𝘦𝘳𝘷𝘰, 𝘰𝘶 𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘴𝘦𝘳𝘷𝘢, 𝘤𝘰𝘮 𝘱𝘢𝘶, 𝘦 𝘮𝘰𝘳𝘳𝘦𝘳 𝘥𝘦𝘣𝘢𝘪𝘹𝘰 𝘥𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘮𝘢̃𝘰, 𝘤𝘦𝘳𝘵𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘪𝘨𝘢𝘥𝘰;
21 𝘗𝘰𝘳𝘦́𝘮 𝘴𝘦 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦𝘷𝘪𝘷𝘦𝘳 𝘱𝘰𝘳 𝘶𝘮 𝘰𝘶 𝘥𝘰𝘪𝘴 𝘥𝘪𝘢𝘴, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘪𝘨𝘢𝘥𝘰, 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘦́ 𝘥𝘪𝘯𝘩𝘦𝘪𝘳𝘰 𝘴𝘦𝘶.
Não era pra ser "olho por olho, dente por dente"?
Então por que seriam "castigados" por matar uma pessoa? E n seriam nem questionados caso durasse dois dias?
Õ.o bizarro isso
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Por Pipe
Respondendo:
Vamos ler o texto todo:
12 “𝘘𝘶𝘦𝘮 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘳 𝘶𝘮 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘦 𝘰 𝘮𝘢𝘵𝘢𝘳 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘦𝘹𝘦𝘤𝘶𝘵𝘢𝘥𝘰.
Bom, matou, morreu, certo?
13 𝘛𝘰𝘥𝘢𝘷𝘪𝘢, 𝘴𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘰 𝘧𝘦𝘻 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘯𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘮𝘢𝘴 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘰 𝘱𝘦𝘳𝘮𝘪𝘵𝘪𝘶, 𝘥𝘦𝘴𝘪𝘨𝘯𝘦𝘪 𝘶𝘮 𝘭𝘶𝘨𝘢𝘳 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘯𝘥𝘦 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳𝘢́ 𝘧𝘶𝘨𝘪𝘳.
Se não foi de propósito, ainda assim terá que fugir, porque se ficar o bicho pega.
14 𝘔𝘢𝘴 𝘴𝘦 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘦́𝘮 𝘵𝘪𝘷𝘦𝘳 𝘱𝘭𝘢𝘯𝘦𝘫𝘢𝘥𝘰 𝘮𝘢𝘵𝘢𝘳 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰 𝘥𝘦𝘭𝘪𝘣𝘦𝘳𝘢𝘥𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘵𝘪𝘳𝘦-𝘰 𝘢𝘵𝘦́ 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰 𝘥𝘰 𝘮𝘦𝘶 𝘢𝘭𝘵𝘢𝘳 𝘦 𝘮𝘢𝘵𝘦-𝘰.
Opa, quis matar, pago com a vida. Execução na certa!
15 “𝘘𝘶𝘦𝘮 𝘢𝘨𝘳𝘦𝘥𝘪𝘳 𝘰 𝘱𝘳𝘰́𝘱𝘳𝘪𝘰 𝘱𝘢𝘪 𝘰𝘶 𝘢 𝘱𝘳𝘰́𝘱𝘳𝘪𝘢 𝘮𝘢̃𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘦𝘹𝘦𝘤𝘶𝘵𝘢𝘥𝘰.
Bateu no pai ou na mãe, morre.
16 “𝘈𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘲𝘶̈𝘦𝘴𝘵𝘳𝘢𝘳 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘦́𝘮 𝘦 𝘷𝘦𝘯𝘥𝘦̂-𝘭𝘰 𝘰𝘶 𝘧𝘰𝘳 𝘢𝘱𝘢𝘯𝘩𝘢𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘮 𝘦𝘭𝘦 𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘶 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳, 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘦𝘹𝘦𝘤𝘶𝘵𝘢𝘥𝘰.
Sequestrou, morreu!
17 “𝘘𝘶𝘦𝘮 𝘢𝘮𝘢𝘭𝘥𝘪𝘤̧𝘰𝘢𝘳 𝘴𝘦𝘶 𝘱𝘢𝘪 𝘰𝘶 𝘴𝘶𝘢 𝘮𝘢̃𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘦𝘹𝘦𝘤𝘶𝘵𝘢𝘥𝘰.
Morte!
18 “𝘚𝘦 𝘥𝘰𝘪𝘴 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘯𝘴 𝘣𝘳𝘪𝘨𝘢𝘳𝘦𝘮 𝘦 𝘶𝘮 𝘥𝘦𝘭𝘦𝘴 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘳 𝘰 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰 𝘤𝘰𝘮 𝘶𝘮𝘢 𝘱𝘦𝘥𝘳𝘢 𝘰𝘶 𝘤𝘰𝘮 𝘰 𝘱𝘶𝘯𝘩𝘰 𝘦 𝘰 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰 𝘯𝘢̃𝘰 𝘮𝘰𝘳𝘳𝘦𝘳, 𝘮𝘢𝘴 𝘤𝘢𝘪𝘳 𝘥𝘦 𝘤𝘢𝘮𝘢,
19 𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘶 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘢𝘣𝘴𝘰𝘭𝘷𝘪𝘥𝘰, 𝘴𝘦 𝘰 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰 𝘴𝘦 𝘭𝘦𝘷𝘢𝘯𝘵𝘢𝘳 𝘦 𝘤𝘢𝘮𝘪𝘯𝘩𝘢𝘳 𝘤𝘰𝘮 𝘰 𝘢𝘶𝘹𝘪́𝘭𝘪𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘣𝘦𝘯𝘨𝘢𝘭𝘢; 𝘵𝘰𝘥𝘢𝘷𝘪𝘢, 𝘦𝘭𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘪𝘯𝘥𝘦𝘯𝘪𝘻𝘢𝘳 𝘰 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘥𝘰 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰
𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘴𝘵𝘦 𝘱𝘦𝘳𝘥𝘦𝘶 𝘦 𝘳𝘦𝘴𝘱𝘰𝘯𝘴𝘢𝘣𝘪𝘭𝘪𝘻𝘢𝘳-𝘴𝘦 𝘱𝘰𝘳 𝘴𝘶𝘢 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘭𝘦𝘵𝘢 𝘳𝘦𝘤𝘶𝘱𝘦𝘳𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰.
Bom, brigou mas continuou a vida normalmente, ficou coisa de briguinha de marmanjos mesmo. Porém, se um dos dois saiu ferido, dependendo do agravante, o outro teria que arcar com o suprimento do outro até sua completa recuperação.
20 “𝘚𝘦 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘦́𝘮 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘳 𝘴𝘦𝘶 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘰𝘶 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘢 𝘤𝘰𝘮 𝘶𝘮 𝘱𝘦𝘥𝘢𝘤̧𝘰 𝘥𝘦 𝘱𝘢𝘶, 𝘦 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘳𝘦𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘰 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘮𝘰𝘳𝘳𝘦𝘳, 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘱𝘶𝘯𝘪𝘥𝘰;
Matou o escravo, pulou. Execução na cabeça!
22 “𝘚𝘦 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘯𝘴 𝘣𝘳𝘪𝘨𝘢𝘳𝘦𝘮 𝘦 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘳𝘦𝘮 𝘶𝘮𝘢 𝘮𝘶𝘭𝘩𝘦𝘳 𝘨𝘳𝘢́𝘷𝘪𝘥𝘢, 𝘦 𝘦𝘭𝘢 𝘥𝘦𝘳 𝘢̀ 𝘭𝘶𝘻 𝘱𝘳𝘦𝘮𝘢𝘵𝘶𝘳𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘩𝘢𝘷𝘦𝘯𝘥𝘰, 𝘱𝘰𝘳𝘦́𝘮, 𝘯𝘦𝘯𝘩𝘶𝘮 𝘥𝘢𝘯𝘰 𝘴𝘦́𝘳𝘪𝘰, 𝘰 𝘰𝘧𝘦𝘯𝘴𝘰𝘳 𝘱𝘢𝘨𝘢𝘳𝘢́ 𝘢 𝘪𝘯𝘥𝘦𝘯𝘪𝘻𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘮𝘢𝘳𝘪𝘥𝘰 𝘥𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘢 𝘮𝘶𝘭𝘩𝘦𝘳 𝘦𝘹𝘪𝘨𝘪𝘳, 𝘤𝘰𝘯𝘧𝘰𝘳𝘮𝘦 𝘢 𝘥𝘦𝘵𝘦𝘳𝘮𝘪𝘯𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘥𝘰𝘴 𝘫𝘶𝘪́𝘻𝘦𝘴.
23 𝘔𝘢𝘴, 𝘴𝘦 𝘩𝘰𝘶𝘷𝘦𝘳 𝘥𝘢𝘯𝘰𝘴 𝘨𝘳𝘢𝘷𝘦𝘴, 𝘢 𝘱𝘦𝘯𝘢 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘱𝘰𝘳 𝘷𝘪𝘥𝘢,
24 𝘰𝘭𝘩𝘰 𝘱𝘰𝘳 𝘰𝘭𝘩𝘰, 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘱𝘰𝘳 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘮𝘢̃𝘰 𝘱𝘰𝘳 𝘮𝘢̃𝘰, 𝘱𝘦́ 𝘱𝘰𝘳 𝘱𝘦́,
25 𝘲𝘶𝘦𝘪𝘮𝘢𝘥𝘶𝘳𝘢 𝘱𝘰𝘳 𝘲𝘶𝘦𝘪𝘮𝘢𝘥𝘶𝘳𝘢, 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘥𝘢 𝘱𝘰𝘳 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘥𝘢, 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘶𝘴𝘢̃𝘰 𝘱𝘰𝘳 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘶𝘴𝘢̃𝘰.
Feriu a mulher Grávida e houver dano maior, morte.
26 “𝘚𝘦 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘦́𝘮 𝘧𝘦𝘳𝘪𝘳 𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘰𝘶 𝘴𝘶𝘢 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘢 𝘯𝘰 𝘰𝘭𝘩𝘰 𝘦 𝘰 𝘤𝘦𝘨𝘢𝘳, 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘭𝘪𝘣𝘦𝘳𝘵𝘢𝘳 𝘰 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘦𝘯𝘴𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘰𝘭𝘩𝘰.
Um olho pela liberdade.
27 𝘚𝘦 𝘲𝘶𝘦𝘣𝘳𝘢𝘳 𝘶𝘮 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘰𝘶 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘢, 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘭𝘪𝘣𝘦𝘳𝘵𝘢𝘳 𝘰 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘦𝘯𝘴𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘦..
Aqui sai mais barato. É melhor perder um dente do que um olho.
28 “𝘚𝘦 𝘶𝘮 𝘣𝘰𝘪 𝘤𝘩𝘪𝘧𝘳𝘢𝘳 𝘶𝘮 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘰𝘶 𝘶𝘮𝘢 𝘮𝘶𝘭𝘩𝘦𝘳, 𝘤𝘢𝘶𝘴𝘢𝘯𝘥𝘰-𝘭𝘩𝘦 𝘢 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦, 𝘰 𝘣𝘰𝘪 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘢𝘱𝘦𝘥𝘳𝘦𝘫𝘢𝘥𝘰 𝘢𝘵𝘦́ 𝘢 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦, 𝘦 𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘤𝘢𝘳𝘯𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳𝘢́ 𝘴𝘦𝘳 𝘤𝘰𝘮𝘪𝘥𝘢. 𝘔𝘢𝘴 𝘰 𝘥𝘰𝘯𝘰 𝘥𝘰 𝘣𝘰𝘪 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘢𝘣𝘴𝘰𝘭𝘷𝘪𝘥𝘰.
Mesmo os animais recebiam juízo.
29 𝘚𝘦, 𝘵𝘰𝘥𝘢𝘷𝘪𝘢, 𝘰 𝘣𝘰𝘪 𝘤𝘰𝘴𝘵𝘶𝘮𝘢𝘷𝘢 𝘤𝘩𝘪𝘧𝘳𝘢𝘳 𝘦 𝘰 𝘥𝘰𝘯𝘰, 𝘢𝘪𝘯𝘥𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘢𝘭𝘦𝘳𝘵𝘢𝘥𝘰, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘰 𝘮𝘢𝘯𝘵𝘦𝘷𝘦 𝘱𝘳𝘦𝘴𝘰, 𝘦 𝘰 𝘣𝘰𝘪 𝘮𝘢𝘵𝘢𝘳 𝘶𝘮 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘰𝘶 𝘶𝘮𝘢 𝘮𝘶𝘭𝘩𝘦𝘳, 𝘰 𝘣𝘰𝘪 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘢𝘱𝘦𝘥𝘳𝘦𝘫𝘢𝘥𝘰 𝘦 𝘰 𝘥𝘰𝘯𝘰 𝘵𝘢𝘮𝘣𝘦́𝘮 𝘵𝘦𝘳𝘢́ 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘰.
O animal e o dono do animal recebiam juízo.
respondendo diretamente a questão do VS. 21 𝘮𝘢𝘴 𝘴𝘦 𝘰 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦𝘷𝘪𝘷𝘦𝘳 𝘶𝘮 𝘰𝘶 𝘥𝘰𝘪𝘴 𝘥𝘪𝘢𝘴, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘱𝘶𝘯𝘪𝘥𝘰, 𝘷𝘪𝘴𝘵𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘦́ 𝘴𝘶𝘢 𝘱𝘳𝘰𝘱𝘳𝘪𝘦𝘥𝘢𝘥𝘦.
𝙋𝙦 𝙥𝙤𝙙𝙞𝙖 𝙢𝙖𝙩𝙖𝙧 𝙪𝙢𝙖 𝙥𝙚𝙨𝙨𝙤𝙖 (𝙢𝙚𝙨𝙢𝙤 𝙨𝙚𝙣𝙙𝙤 𝙨𝙚𝙧𝙫𝙤, 𝙣 𝙙𝙚𝙞𝙭𝙖𝙫𝙖 𝙙𝙚 𝙨𝙚𝙧 𝙥𝙚𝙨𝙨𝙤𝙖)
𝙘𝙖𝙨𝙤 𝙙𝙪𝙧𝙖𝙨𝙨𝙚 𝙪𝙣𝙨 𝟮 𝙙𝙞𝙖𝙨 𝙙𝙚𝙥𝙤𝙞𝙨 𝙙𝙖 𝙥𝙤𝙧𝙧𝙖𝙙𝙖?
A questão não é que podia matar. Não podia. A Lei é clara. A morte neste caso não foi proposital e se encaixa na mesma questão do VS.13.
O cara que matou sem intenção de matar também não seria executado. A diferença foi que ele matou um cidadão que tinha familiares no convívio tribal. E neste caso, isto implicaria no direito a vingança: “olho por olho”, dos familiares. Por isso, mesmo neste caso, ele teria que fugir, por que se não, a família do morto poderia vingá-lo e matá-lo.
No caso do escravo, ele não tinha familiares que o vingassem. Por isso seu dono não tinha a necessidade de fugir para uma cidade de refúgio. Quem o vingaria? A diferença está nisso.
Portanto, não foi uma questão dele ser menos pessoa que o outro. No primeiro caso, também houve morte, mas foi sem a intenção de matar.
No segundo caso, também houve morte, mas também foi sem intenção de matar. Por isso deveria se esperar dois dias para ver se o escravo morria ou não. Por que dois dias? Por que se houvesse intenção de matar, o escravo morreria antes.
Se o escravo viesse a morrer antes do dois dias, isto logo significaria que houve a intenção de matar e o senhor do escravo deveria morrer.
Agora imaginemos: Eu quero matar meu escravo. Você acha que eu bateria de leve nele arriscando a possibilidade dele durar mais de dois dias? Como se bate numa pessoa com intenção de matá-la esperando que ela morra apenas depois de dois dias? É muito risco não acha? A Lei, portanto, está defendendo a não intenção de matá-lo. Assim, como no vs.13.
Perceba também Bruna que no primeiro caso, nem se tinha a espera de dois dias. Mesmo se não houvesse a intenção de matar, no primeiro caso (vs.13) se o cara morresse dez dias depois, ele teria do mesmo modo que fugir para a cidade de refúgio por que se não os familiares do morto o matariam. A lei neste caso é mais "justa" para o escravo do que para o cidadão comum de Israel.
Por isso, o que está em questão não é se era escravo ou não. E sim, se foi proposital ou não. Matou o escravo com intenção de matar, morre! Cegou o escravo mesmo sem querer, deverá libertá-lo. Quebrou um dente do escravo mesmo sem querer, deverá libertá-lo.
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Bruna
Pipe... muito bom
acho que estou começando a entender...
mas por quê será que Deus não proibiu logo a escravidão? Ele não era contra servidão?
N consigo imaginar Jesus falando que "não vai acontecer nada com fulano, pq siclano era dinheiro seu"
e o q 2 dias garante se foi intencional ou não?
ele pode ter tentado matar, n conseguiu.. passou a oportunidade mais o escravo ficou de cama
O.O
E que direito ele tinha de bater numa pessoa a esse ponto e n sofrer nenhuma conseqüência?
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Pipe
Bruna: 𝙢𝙖𝙨 𝙥𝙦 𝙨𝙚𝙧𝙖́ 𝙦𝙪𝙚 𝘿𝙚𝙪𝙨 𝙣 𝙥𝙧𝙤𝙞𝙗𝙞𝙪 𝙡𝙤𝙜𝙤 𝙖 𝙚𝙨𝙘𝙧𝙖𝙫𝙞𝙙𝙖̃𝙤?
A escravatura fazia parte do contexto social de todas as nações até bem pouco tempo. Foi o cristianismo com sua influência sobre os povos pagãos, e mesmo o povo judeu, que aboliu a escravatura. O cristianismo aboliu a pena de morte; a escravatura, a poligamia, o politeísmo, etc... Não se deve esquecer que a Bíblia é a história de um todo e não uma miscelânea de histórias sem pé, sem cabeça, sem ligação alguma.
O homem é um ser caído. Um ser que desde o início de sua queda mata, rouba, destrói, etc. Na Lei está explícito que não se deve matar. Na lei está explícito que se deve amar ao próximo e inclusive ao seu escravo como a ti mesmo. Nisso está explícito que o escravo deve ser tratado com dignidade e amor. Por isso, mesmo que Deus não tenha abolido naquele contexto 100% escravatura, a Lei Levítica trazia questões únicas na história. Por exemplo:
Ex 21:2 “𝘚𝘦 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘳𝘢𝘳 𝘶𝘮 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘩𝘦𝘣𝘳𝘦𝘶, 𝘦𝘭𝘦 𝘰 𝘴𝘦𝘳𝘷𝘪𝘳𝘢́ 𝘱𝘰𝘳 𝘴𝘦𝘪𝘴 𝘢𝘯𝘰𝘴. 𝘔𝘢𝘴 𝘯𝘰 𝘴𝘦́𝘵𝘪𝘮𝘰 𝘢𝘯𝘰 𝘴𝘦𝘳𝘢́ 𝘭𝘪𝘣𝘦𝘳𝘵𝘰, 𝘴𝘦𝘮 𝘱𝘳𝘦𝘤𝘪𝘴𝘢𝘳 𝘱𝘢𝘨𝘢𝘳 𝘯𝘢𝘥𝘢.
Havia também a questão do dia do descanso onde era proibido o escravos trabalharem:
Ex 23:12 “𝘌𝘮 𝘴𝘦𝘪𝘴 𝘥𝘪𝘢𝘴 𝘧𝘢𝘤̧𝘢𝘮 𝘰𝘴 𝘴𝘦𝘶𝘴 𝘵𝘳𝘢𝘣𝘢𝘭𝘩𝘰𝘴, 𝘮𝘢𝘴 𝘯𝘰 𝘴𝘦́𝘵𝘪𝘮𝘰 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘳𝘢𝘣𝘢𝘭𝘩𝘦𝘮, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘣𝘰𝘪 𝘦 𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘫𝘶𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘱𝘰𝘴𝘴𝘢𝘮 𝘥𝘦𝘴𝘤𝘢𝘯𝘴𝘢𝘳, 𝘦 𝘰
𝘴𝘦𝘶 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘢𝘷𝘰 𝘦 𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘢𝘯𝘨𝘦𝘪𝘳𝘰 𝘳𝘦𝘯𝘰𝘷𝘦𝘮 𝘢𝘴 𝘧𝘰𝘳𝘤̧𝘢𝘴.
Tiremos isso, apenas isso. Não seria pior ainda? Tire a explícita lei de amor ao próximo, como seria?
Há muita coisa para ser dita e não terei como escrever tudo aqui. Porém, não se esqueça que Israel vinha de quase 500 anos de escravidão no Egito. Gerações inteiras nasceram e morreram como escravos dentro do Egito. Por que Deus não os tirou antes de lá? Não sei. Não há respostas absolutas para isto.
Não há muito sentido ficarmos fazendo perguntas para o passado. O passado deve ser lido com os olhos do homem chamado Jesus. O Deus encarnado é a resposta pra estas perguntas. O que importa é que o cristianismo aboliu a escravidão. (Aqui, eu Nicolas comentando, é claro que o pastor vai elogiar o Cristianismo, mas ela ainda continua com escravidão, só que mental)
"𝙣𝙖̃𝙤 𝙫𝙖𝙞 𝙖𝙘𝙤𝙣𝙩𝙚𝙘𝙚𝙧 𝙣𝙖𝙙𝙖 𝙘𝙤𝙢 𝙛𝙪𝙡𝙖𝙣𝙤, 𝙥𝙦 𝙨𝙞𝙘𝙡𝙖𝙣𝙤 𝙚𝙧𝙖 𝙙𝙞𝙣𝙝𝙚𝙞𝙧𝙤 𝙨𝙚𝙪"
Isto aqui não era uma ofensa. Deus estava falando apenas a linguagem econômica. Era fato que o escravo era uma espécie de "investimento". Mas quando Deus deu direitos humanos aos escravos, isto deixou comunicado de maneira explícita que Deus o reconhecia como um ser humano e quem o matasse também deveria morrer. Por exemplo, você não vê na lei dizendo: "Se alguém matar um boi deverá ser executado". Ou seja, escravo era gente reconhecida e protegida pela Lei. Se você bateu nele por algo errado que ele cometeu, é uma questão. Mas, se teve a intenção de matá-lo, você deverá morrer também. Furou um olho dele, deverá libertá-lo. Quebrou um dente, deverá libertá-lo. Ou seja, "quer bater? Bata. Mas cuidado. Se você furar um olho, ou quebrar um dente dele, terá que libertá-lo. Se bater nele e o matar, você também morrerá".
Se isto não é proteção é o que então?
Deus não aboliu, mas protegeu
𝙚 𝙤 𝙦 𝟮 𝙙𝙞𝙖𝙨 𝙜𝙖𝙧𝙖𝙣𝙩𝙚 𝙨𝙚 𝙛𝙤𝙞 𝙞𝙣𝙩𝙚𝙣𝙘𝙞𝙤𝙣𝙖𝙡 𝙤𝙪 𝙣𝙖𝙤?
Certamente os sacerdotes tinham algum requisito maior para verificar a intenção. Por exemplo, como já disse, um olho furado, um dente quebrado, etc.
𝙚𝙡𝙚 𝙥𝙤𝙙𝙚 𝙩𝙚𝙧 𝙩𝙚𝙣𝙩𝙖𝙙𝙤 𝙢𝙖𝙩𝙖𝙧, 𝙣 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙚𝙜𝙪𝙞𝙪.. 𝙥𝙖𝙨𝙨𝙤𝙪 𝙖 𝙤𝙥𝙤𝙧𝙩𝙪𝙣𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙤 𝙚𝙨𝙘𝙧𝙖𝙫𝙤 𝙛𝙞𝙘𝙤𝙪 𝙙𝙚 𝙘𝙖𝙢𝙖
Daí cada caso é um caso. E quem julgaria isto seriam os sacerdotes. É o mesmo que eu matar um cara na frente de minha casa e depois jogar o corpo dele para dentro do meu quintal, colocar uma arma na mão dele, e depois dizer que o matei por legítima defesa. Quem saberá? Isto significa que todos os casos são iguais? Não.
Com certeza o teu exemplo pode ter ocorrido diversas vezes. Mas tem também a questão genuína de que o patrão poderia ter batido sem a intenção de matá-lo e no momento de raiva acabou batendo com força demais. A Lei protegia e condenava a intenção. Era a intenção que estava em juízo.
𝙀 𝙦𝙪𝙚 𝙙𝙞𝙧𝙚𝙞𝙩𝙤 𝙚𝙡𝙚 𝙩𝙞𝙣𝙝𝙖 𝙙𝙚 𝙗𝙖𝙩𝙚𝙧 𝙣𝙪𝙢𝙖 𝙥𝙚𝙨𝙤𝙖 𝙖 𝙚𝙨𝙨𝙚 𝙥𝙤𝙣𝙩𝙤 𝙚 𝙣 𝙨𝙤𝙛𝙧𝙚𝙧 𝙣𝙚𝙣𝙝𝙪𝙢𝙖 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙚𝙦𝙪𝙚𝙣𝙘𝙞𝙖?
Se um escravo apanhava, não era de graça. Porém, a Lei não está dizendo: "Dê porrada a vontade!". Pelo contrário, ela está justamente inibindo o patrão de bater no escravo com violência. Pois se ele batesse no escravo com violência e este chegasse a morrer, ele seria executado. Opa, isto é ou não é uma inibição ao exagero? Outra coisa volto a dizer: "furou um olho, quebrou um dente, você terá que libertá-lo". Isto é ou não é uma inibição a violência?
Portanto, não se trata de: "Dê porrada!". Se trata de: "Cuidado com o modo como trata um escravo, pois, você pode perdê-lo (libertá-lo) ou até mesmo ser executado como conseqüência do modo como tratá-lo". Assim diz o Senhor!

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