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Não pecamos mais; o que praticamos hoje são obras da carne?

 𝗡𝗮̃𝗼 𝗽𝗲𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀; 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗿𝗮𝘁𝗶𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗵𝗼𝗷𝗲 𝘀𝗮̃𝗼 𝗼𝗯𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗻𝗲?


Em um vídeo publicado no Facebook que demonstra uma religiosa dizendo que "os cristãos não pecam mais", pesquisando os comentários achei a seguinte defesa:

𝑰𝒓𝒎𝒂̃𝒐 𝟏 𝑱𝒐𝒂̃𝒐 𝟖,𝟏𝟎 𝒐 𝒑𝒆𝒄𝒂𝒅𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝑱𝒐𝒂̃𝒐 𝒄𝒊𝒕𝒂 𝒆𝒓𝒂 𝒕𝒓𝒂𝒏𝒔𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒂̃𝒐 𝒅𝒂 𝒍𝒆𝒊 𝟔𝟏𝟑 𝒎𝒂𝒏𝒅𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔,𝒏𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒍 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒗𝒂 𝒆𝒏𝒄𝒂𝒃𝒊𝒅𝒐 𝒅𝒆 𝒑𝒓𝒆𝒈𝒂𝒓 𝒂 𝒄𝒊𝒓𝒄𝒖𝒏𝒄𝒊𝒔𝒂̃𝒐 𝒂𝒐𝒔 𝒋𝒖𝒅𝒆𝒖𝒔
𝑬𝒎 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒂𝒔 𝒑𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂𝒔 𝒆𝒍𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒅𝒊𝒛𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒐𝒍𝒉𝒂 𝒋𝒖𝒅𝒆𝒖𝒔 𝒔𝒆 𝒗𝒄 𝒅𝒊𝒛 𝒒 𝒄𝒖𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒐𝒔 𝟔𝟏𝟑 𝒎𝒂𝒏𝒅𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒊𝒏𝒅𝒐..
𝑴𝒂𝒔 𝒔𝒂𝒃𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒇𝒊𝒎 𝒅𝒂 𝒍𝒆𝒊 𝒇𝒐𝒊 𝑪𝒓𝒊𝒔𝒕𝒐.𝒓𝒐𝒎𝒂𝒏𝒐𝒔 𝟏𝟎.𝟒..
𝑷𝒂𝒖𝒍𝒐 𝒅𝒊𝒛 𝒒𝒅𝒐 𝑬́𝑹𝑨𝑴𝑶𝑺 𝑷𝑬𝑪𝑨𝑫𝑶𝑹𝑬𝑺 .𝑹𝒐𝒎𝒂𝒏𝒐𝒔 𝟓.𝟖,𝑶 𝒗𝒆𝒓𝒃𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒏𝒐 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒅𝒐..
𝑬 𝑱𝒐𝒂̃𝒐 𝑩𝒂𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂 𝒅𝒊𝒔𝒔𝒆 𝒆𝒊𝒔 𝒐 𝒄𝒐𝒓𝒅𝒆𝒊𝒓𝒐 𝒅𝒆 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝒒 𝒕𝒊𝒓𝒂 𝒐 𝒑𝒆𝒄𝒂𝒅𝒐 𝒅𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐,𝒕𝒊𝒓𝒐𝒖 𝒐𝒖 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒊𝒓𝒐𝒖?
𝑶 𝒒𝒖𝒆 𝒑𝒓𝒂𝒕𝒊𝒄𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒉𝒐𝒋𝒆 𝒔𝒂̃𝒐 𝒐𝒃𝒓𝒂𝒔 𝒅𝒂 𝒄𝒂𝒓𝒏𝒆

Esta confusão não sei bem aonde começou, mas quem mais defende esta palhaçada são os preteristas, cuja interpretação e origem já foi a tempos exposta e refutada. Para desembolar esta linha errônea e mentirosa, é preciso adentrar aos textos citados e vamos por parte rapidamente pelo contexto determinar o que está escrito.

𝟭 𝙅𝙤𝙖̃𝙤 𝟭:𝟴,𝟭𝟬
Versículo 8: "𝘚𝘦 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘦𝘳𝘮𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰, 𝘦𝘯𝘨𝘢𝘯𝘢𝘮𝘰-𝘯𝘰𝘴 𝘢 𝘯𝘰́𝘴 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰𝘴, 𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘩𝘢́ 𝘷𝘦𝘳𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘦𝘮 𝘯𝘰́𝘴."

Versículo 10: "𝘚𝘦 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘦𝘳𝘮𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘤𝘰𝘮𝘦𝘵𝘪𝘥𝘰 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰, 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘶𝘮 𝘮𝘦𝘯𝘵𝘪𝘳𝘰𝘴𝘰, 𝘦 𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘱𝘢𝘭𝘢𝘷𝘳𝘢 𝘯𝘢̃𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘢́ 𝘦𝘮 𝘯𝘰́𝘴."

João aqui enfatiza a necessidade de reconhecer que todos pecamos. Isso não se limita apenas aos judeus e aos 613 mandamentos, mas se estende a todos os seres humanos. Ele alerta contra o autoengano e a negação da realidade do pecado. Que ironia, não? E como todo sectário que encontro pela internet, ele suprimiu o verso 9 que assim está escrito:

""𝘚𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘧𝘦𝘴𝘴𝘢𝘳𝘮𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘯𝘰𝘴𝘴𝘰𝘴 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰𝘴, 𝘦𝘭𝘦 𝘦́ 𝘧𝘪𝘦𝘭 𝘦 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘯𝘰𝘴 𝘱𝘦𝘳𝘥𝘰𝘢𝘳 𝘰𝘴 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰𝘴, 𝘦 𝘯𝘰𝘴 𝘱𝘶𝘳𝘪𝘧𝘪𝘤𝘢𝘳 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘢 𝘢 𝘪𝘯𝘫𝘶𝘴𝘵𝘪𝘤̧𝘢"

Que curioso que o confuso rapaz não citou, não é mesmo? Ora, se confessarmos os nossos pecados, é óbvio que é porque ainda pecamos! Por isso o convite a confessá-los continuamente, reconhecendo nossa dependência da graça e do perdão de Deus. João ensina que negar a existência do pecado é um autoengano e faz Deus parecer mentiroso.

𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟭𝟬:𝟰
Versículo: "𝘗𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘧𝘪𝘮 𝘥𝘢 𝘭𝘦𝘪 𝘦́ 𝘊𝘳𝘪𝘴𝘵𝘰, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘪𝘤̧𝘢 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘰 𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘳𝘦̂."

Paulo explica que Cristo é o cumprimento da Lei. A lei mosaica apontava para Cristo, e Ele a cumpriu perfeitamente, oferecendo a salvação a todos que creem. E o fim se deu na Cruz. Até aqui, ao contrário do confuso irmão supracitado, não há uma conexão direta entre os textos, mas somente abordam aspectos interessantes: a realização da lei em Cristo e a necessidade contínua de reconhecer e confessar nossos pecados.

𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟱:𝟴
Versículo: "𝘔𝘢𝘴 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘱𝘳𝘰𝘷𝘢 𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘱𝘳𝘰́𝘱𝘳𝘪𝘰 𝘢𝘮𝘰𝘳 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘰𝘴𝘤𝘰 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘧𝘢𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘵𝘦𝘳 𝘊𝘳𝘪𝘴𝘵𝘰 𝘮𝘰𝘳𝘳𝘪𝘥𝘰 𝘱𝘰𝘳 𝘯𝘰́𝘴, 𝘴𝘦𝘯𝘥𝘰 𝘯𝘰́𝘴 𝘢𝘪𝘯𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰𝘳𝘦𝘴."

Aqui, Paulo usa o tempo passado ("éramos pecadores") para enfatizar que, através da morte de Cristo, fomos reconciliados com Deus. Ele não nega que ainda pecamos, mas destaca que a nossa posição perante Deus mudou por causa de Cristo. A expressão-chave aqui é "ὄντων ἡμῶν" (óntōn hēmṓn), que é uma forma do verbo "εἰμί" (ser) no particípio presente, significando "sendo" ou "estando". A construção "ἔτι ἁμαρτωλῶν ὄντων ἡμῶν" se traduz como "sendo nós ainda pecadores". O grego confirma que Paulo usa o particípio presente para descrever a condição de pecado no momento em que Cristo morreu por nós. O uso do tempo passado em traduções como "éramos pecadores" reflete a condição dos crentes antes de serem redimidos por Cristo, enquanto o original grego destaca que Cristo morreu por nós enquanto ainda estávamos em pecado. O uso do particípio presente em Romanos 5:8 mostra que Paulo está falando sobre a condição contínua de pecado no momento em que Cristo morreu por nós. Isso não diminui a realidade de que, após a conversão a Cristo, e não ao Cristianismo, os crentes continuam a lutar contra o pecado, mesmo que sua identidade diante de Deus tenha mudado.

𝙅𝙤𝙖̃𝙤 𝟭:𝟮𝟵
Versículo: "𝘕𝘰 𝘥𝘪𝘢 𝘴𝘦𝘨𝘶𝘪𝘯𝘵𝘦 𝘑𝘰𝘢̃𝘰 𝘷𝘪𝘶 𝘢 𝘑𝘦𝘴𝘶𝘴, 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘦𝘭𝘦, 𝘦 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘦: 𝘌𝘪𝘴 𝘰 𝘊𝘰𝘳𝘥𝘦𝘪𝘳𝘰 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴, 𝘲𝘶𝘦 𝘵𝘪𝘳𝘢 𝘰 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘰 𝘮𝘶𝘯𝘥𝘰."

João Batista aponta para Jesus como aquele que tira o pecado do mundo. Isso significa que Jesus veio para oferecer uma solução definitiva para o problema do pecado através do Seu sacrifício. O sacrifício de Jesus foi suficiente para pagar a penalidade pelo pecado de toda a humanidade. Em outras palavras, Ele removeu a condenação e o poder do pecado para aqueles que creem Nele. Embora Jesus tenha oferecido a solução definitiva, a realidade do pecado ainda existe neste mundo caído. A obra de redenção está em andamento até a consumação final dos tempos. A salvação individual ocorre quando cada pessoa aceita a oferta de redenção de Cristo. É SOMENTE no fim dos tempos, como prometido nas Escrituras, Jesus retornará e finalmente ERRADICARÁ O PECADO e a morte, completando plenamente Sua obra de redenção. Veja:

𝘼𝙥𝙤𝙘𝙖𝙡𝙞𝙥𝙨𝙚 𝟮𝟭:𝟰
Versículo: "𝘌 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘭𝘪𝘮𝘱𝘢𝘳𝘢́ 𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘶𝘴 𝘰𝘭𝘩𝘰𝘴 𝘵𝘰𝘥𝘢 𝘢 𝘭𝘢́𝘨𝘳𝘪𝘮𝘢; 𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘩𝘢𝘷𝘦𝘳𝘢́ 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦, 𝘯𝘦𝘮 𝘱𝘳𝘢𝘯𝘵𝘰, 𝘯𝘦𝘮 𝘤𝘭𝘢𝘮𝘰𝘳, 𝘯𝘦𝘮 𝘥𝘰𝘳; 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘫𝘢́ 𝘢𝘴 𝘱𝘳𝘪𝘮𝘦𝘪𝘳𝘢𝘴 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢𝘴 𝘴𝘢̃𝘰 𝘱𝘢𝘴𝘴𝘢𝘥𝘢𝘴."

𝟭 𝘾𝙤𝙧𝙞́𝙣𝙩𝙞𝙤𝙨 𝟭𝟱:𝟮𝟰-𝟮𝟲
Versículo: "𝘋𝘦𝘱𝘰𝘪𝘴 𝘷𝘪𝘳𝘢́ 𝘰 𝘧𝘪𝘮, 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘵𝘪𝘷𝘦𝘳 𝘦𝘯𝘵𝘳𝘦𝘨𝘢𝘥𝘰 𝘰 𝘳𝘦𝘪𝘯𝘰 𝘢 𝘋𝘦𝘶𝘴, 𝘢𝘰 𝘗𝘢𝘪, 𝘦 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘩𝘰𝘶𝘷𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘪𝘲𝘶𝘪𝘭𝘢𝘥𝘰 𝘵𝘰𝘥𝘰 𝘰 𝘪𝘮𝘱𝘦́𝘳𝘪𝘰, 𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘢 𝘢 𝘱𝘰𝘵𝘦𝘴𝘵𝘢𝘥𝘦 𝘦 𝘧𝘰𝘳𝘤̧𝘢.
𝘗𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘦́𝘮 𝘲𝘶𝘦 𝘳𝘦𝘪𝘯𝘦 𝘢𝘵𝘦́ 𝘲𝘶𝘦 𝘩𝘢𝘫𝘢 𝘱𝘰𝘴𝘵𝘰 𝘢 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘪𝘯𝘪𝘮𝘪𝘨𝘰𝘴 𝘥𝘦𝘣𝘢𝘪𝘹𝘰 𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘶𝘴 𝘱𝘦́𝘴."
𝘖𝘳𝘢, 𝘰 𝘶́𝘭𝘵𝘪𝘮𝘰 𝘪𝘯𝘪𝘮𝘪𝘨𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘩𝘢́ 𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘪𝘲𝘶𝘪𝘭𝘢𝘥𝘰 𝘦́ 𝘢 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦."

Veja bem, se não haverá mais morte, logo não haverá pecado, porque como o Apóstolo Paulo diz: "𝘰 𝘴𝘢𝘭𝘢́𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘰 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘦́ 𝘢 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦" (Romanos 6:23), se não houver morte logo não haverá pecado, isso no futuro, e não no agora. E, se, o último inimigo a ser aniquilado será a morte, quer dizer que ainda continua ativa e operante, portanto ainda há pecado!

Além do mais, se analisarmos o verbo "tira" no grego deste texto, vemos que o verbo "αἴρων" (airon) é a forma presente do verbo "αἴρω" (airo), que significa "tirar", "levar" ou "remover". No presente, o verbo carrega a conotação de uma ação contínua e progressiva. A implicação com este texto ficará mais clara até o final deste texto, mas por aqui já vou separar as ideias e como elas são corretas perante a Escrituras como um todo.

A forma presente do verbo sugere que Jesus:

- Tirou: Com Seu sacrifício na cruz, Ele realizou a obra de redenção, pagando a penalidade do pecado.

- Está Tirando: Continuamente remove o pecado daqueles que crêem Nele, oferecendo perdão e purificação diariamente.

- Vai Tirar: Haverá um momento futuro em que a obra de redenção será consumada de forma definitiva, erradicando completamente o pecado na nova criação.

A ideia de que Jesus "tirou" o pecado do mundo em um sentido final e absoluto, não contradiz a realidade de que o pecado ainda existe no mundo. Ele tirou o pecado pela expiação, está tirando ao oferecer perdão contínuo e vai tirar definitivamente no futuro. Entender de outra forma, é fazer confusão no que está claro nos relatos escriturísticos, e é querer limitar o sacrifício de Jesus na Cruz.

𝗣𝗲𝗰𝗮𝗱𝗼

𝙂𝙧𝙚𝙜𝙤

No Novo Testamento, a palavra mais comumente usada para "pecado" é "ἁμαρτία" (hamartia). Esse termo tem várias implicações:

Significado Literal: Hamartia significa "errar o alvo" ou "falhar". No contexto bíblico, isso se refere a falhar em alcançar o padrão de santidade de Deus.

Uso no Novo Testamento: O termo é utilizado para descrever a condição universal de pecado da humanidade e atos específicos que violam a vontade de Deus.

Romanos 3:23: "𝘗𝘰𝘪𝘴 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘳𝘢𝘮 𝘦 𝘤𝘢𝘳𝘦𝘤𝘦𝘮 𝘥𝘢 𝘨𝘭𝘰́𝘳𝘪𝘢 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴." (ὑστεροῦνται τῆς δόξης τοῦ Θεοῦ)

1 João 1:8-10: Destaca a necessidade de reconhecer nossos pecados e confessá-los. Já tratamos deste texto.

𝘼𝙧𝙖𝙢𝙖𝙞𝙘𝙤

No Antigo Testamento, a língua aramaica era comum, especialmente em partes como Daniel e Esdras. A palavra mais comum para "pecado" no Antigo Testamento hebraico/aramaico é "חטא" (chatta’ah).

Significado Literal: Semelhante ao grego, chatta’ah também carrega a ideia de errar o alvo, transgredir ou falhar.

Uso no Antigo Testamento: Refere-se tanto a atos específicos de desobediência quanto à condição geral de pecaminosidade.

Salmo 51:4: "𝘊𝘰𝘯𝘵𝘳𝘢 𝘵𝘪, 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘳𝘢 𝘵𝘪 𝘴𝘰𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘱𝘦𝘲𝘶𝘦𝘪, 𝘦 𝘧𝘪𝘻 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘦́ 𝘮𝘢𝘶 𝘢̀ 𝘵𝘶𝘢 𝘷𝘪𝘴𝘵𝘢."

Isaías 53:6: "𝘛𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘯𝘰́𝘴, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘰𝘷𝘦𝘭𝘩𝘢𝘴, 𝘢𝘯𝘥𝘢𝘮𝘰𝘴 𝘥𝘦𝘴𝘨𝘢𝘳𝘳𝘢𝘥𝘰𝘴; 𝘤𝘢𝘥𝘢 𝘶𝘮 𝘴𝘦 𝘥𝘦𝘴𝘷𝘪𝘢𝘷𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘤𝘢𝘮𝘪𝘯𝘩𝘰; 𝘮𝘢𝘴 𝘰 𝘚𝘦𝘯𝘩𝘰𝘳 𝘧𝘦𝘻 𝘤𝘢𝘪𝘳 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘦𝘭𝘦 𝘢 𝘪𝘯𝘪𝘲𝘶𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘥𝘦 𝘯𝘰́𝘴 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴."

Ambos os termos, "hamartia" e "chatta’ah", indicam que o pecado é uma condição contínua e uma realidade que os crentes ainda enfrentam. Negar a existência do pecado após a conversão é contrário ao ensino bíblico. 1 João 1:8-10 deixa claro que a confissão de pecados é uma prática contínua e necessária. A ideia de que não pecamos mais é refutada pelo próprio João, que fala da necessidade de confessar pecados para receber perdão.

É verdade que "pecar" pode significar transgredir a Lei de Moisés, mas o Novo Testamento amplia o conceito de pecado para além dos 613 mandamentos específicos:

Romanos 3:23: "𝘛𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘱𝘦𝘤𝘢𝘳𝘢𝘮 𝘦 𝘤𝘢𝘳𝘦𝘤𝘦𝘮 𝘥𝘢 𝘨𝘭𝘰́𝘳𝘪𝘢 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴." Paulo se refere ao pecado como uma condição universal, não limitada à Lei mosaica.

Romanos 10:4: "𝘗𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘧𝘪𝘮 𝘥𝘢 𝘭𝘦𝘪 𝘦́ 𝘊𝘳𝘪𝘴𝘵𝘰, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘪𝘤̧𝘢 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘰 𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘳𝘦̂." Jesus cumpriu a Lei, mas isso não significa que o conceito de pecado desapareceu. A justiça agora é alcançada pela fé em Cristo, mas os princípios morais da Lei refletem o caráter de Deus e são eternos.

Cristo cumpriu a Lei de Moisés, mas isso significa que Ele trouxe a sua plena realização. A justiça é alcançada pela fé em Jesus, não pela observância dos 613 mandamentos. No entanto, o cumprimento da Lei em Cristo não significa a anulação dos princípios morais eternos de Deus.

𝗢𝗯𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗻𝗲

O conceito de "obras da carne" é explicado por Paulo em Gálatas 5:19-21, referindo-se aos comportamentos e ações pecaminosos que são contrários ao Espírito.

𝙂𝙖́𝙡𝙖𝙩𝙖𝙨 𝟱:𝟭𝟵-𝟮𝟭
Versículos: "𝘖𝘳𝘢, 𝘢𝘴 𝘰𝘣𝘳𝘢𝘴 𝘥𝘢 𝘤𝘢𝘳𝘯𝘦 𝘴𝘢̃𝘰 𝘮𝘢𝘯𝘪𝘧𝘦𝘴𝘵𝘢𝘴, 𝘢𝘴 𝘲𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘴𝘢̃𝘰: 𝘱𝘳𝘰𝘴𝘵𝘪𝘵𝘶𝘪𝘤̧𝘢̃𝘰, 𝘪𝘮𝘱𝘶𝘳𝘦𝘻𝘢, 𝘭𝘢𝘴𝘤𝘪́𝘷𝘪𝘢, 𝘪𝘥𝘰𝘭𝘢𝘵𝘳𝘪𝘢, 𝘧𝘦𝘪𝘵𝘪𝘤̧𝘢𝘳𝘪𝘢, 𝘪𝘯𝘪𝘮𝘪𝘻𝘢𝘥𝘦𝘴, 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘦𝘯𝘥𝘢𝘴, 𝘤𝘪𝘶́𝘮𝘦𝘴, 𝘪𝘳𝘢𝘴, 𝘥𝘪𝘴𝘤𝘰́𝘳𝘥𝘪𝘢𝘴, 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘦𝘯𝘴𝘰̃𝘦𝘴, 𝘧𝘢𝘤𝘤̧𝘰̃𝘦𝘴, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘫𝘢𝘴, 𝘩𝘰𝘮𝘪𝘤𝘪́𝘥𝘪𝘰𝘴, 𝘣𝘦𝘣𝘦𝘥𝘪𝘤𝘦𝘴, 𝘰𝘳𝘨𝘪𝘢𝘴 𝘦 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢𝘴 𝘴𝘦𝘮𝘦𝘭𝘩𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘢𝘴, 𝘢𝘤𝘦𝘳𝘤𝘢 𝘥𝘢𝘴 𝘲𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘷𝘰𝘴 𝘥𝘦𝘤𝘭𝘢𝘳𝘰, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘫𝘢́ 𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘷𝘰𝘴 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘦, 𝘲𝘶𝘦 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘰𝘮𝘦𝘵𝘦𝘮 𝘵𝘢𝘪𝘴 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢𝘴 𝘯𝘢̃𝘰 𝘩𝘦𝘳𝘥𝘢𝘳𝘢̃𝘰 𝘰 𝘳𝘦𝘪𝘯𝘰 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴."

Estas são manifestações específicas do pecado que resultam da natureza humana caída. Já o pecado é um termo mais abrangente que se refere a qualquer ação, pensamento ou atitude que vai contra a vontade de Deus. É a condição universal da humanidade desde a queda de Adão e Eva. Pecar é violar a lei de Deus, seja através de ações (como as obras da carne) ou omissões. As "obras da carne" são um conjunto de comportamentos específicos que representam o pecado na vida prática. Portanto, quando alguém pratica as obras da carne, está cometendo pecado. As duas coisas não são diferentes em essência; as obras da carne são simplesmente manifestações do pecado. As Escrituras não diferenciam, mas estes sectário sim.
Mesmo que Cristo tenha cumprido a Lei e somos salvos pela fé Nele, a moralidade e a ética da Lei ainda refletem o caráter de Deus. Pecar ainda é violar a vontade de Deus, que é revelada através das Escrituras. Jesus resumiu os mandamentos em dois principais:

1. Amar a Deus com todo o coração, alma e mente.

2. Amar ao próximo como a si mesmo. (Mateus 22:37-40)

Esses princípios abrangem todos os mandamentos e mostram que viver de acordo com a vontade de Deus ainda é crucial. As obras da carne são comportamentos contrários a esses princípios e, portanto, são pecaminosas. A moralidade de Deus não muda, pois é Imutável, o homem sim. Não quer dizer que a Lei de Moisés que foi cumprida (acabada/finalizada) em Cristo, que eu posso agora construir uma imagem de escultura da Semíramis, a deusa adorada dentro do Catolicismo Romano, pois essa é uma questão moral! E quem deu a Lei a Moisés foi o próprio Deus. Portanto, sendo Ele Imutável, isso não passa por transformação apesar de estarmos na Graça. A graça que recebemos através de Cristo não anula a necessidade de viver de acordo com esses princípios morais; ao contrário, ela nos capacita a cumprir a vontade de Deus de forma mais plena.

𝙀𝙛𝙚́𝙨𝙞𝙤𝙨 𝟮:𝟴-𝟵 nos ensina que somos salvos pela graça mediante a fé, e não pelas obras da lei.

𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟲:𝟭𝟰-𝟭𝟱 nos diz que não estamos debaixo da lei, mas sob a graça. Porém, isso não nos dá licença para pecar.

Jesus nos chama a viver vidas santas, amando a Deus e ao próximo, conforme Ele mesmo resumiu a Lei:

𝙈𝙖𝙩𝙚𝙪𝙨 𝟮𝟮:𝟯𝟳-𝟰𝟬: Amar a Deus com todo o coração e amar ao próximo como a si mesmo. Jesus ensina que todos os mandamentos se baseiam no amor.

Ele resumiu o que havia de importante na Lei, o Amor. O Amor é Deus, Paulo explica que "o amor é o cumprimento da lei" (Romanos 13:8-10) e que os mandamentos são resumidos na prática do amor ao próximo. Para não cair no erro destes sectários, de querer escolher quais textos servem para nós e outros não, é preciso entender os princípios e o que havia de importante na Lei de Moisés. O que transgride o amor a Deus, e ao próximo, compete a nós não realizar certas ações e nem em pensamentos, não quer dizer que estamos seguindo a Lei de Moisés, mas sim a Lei de Deus que é baseada na palavra que mais se encaixa nesta força que o universo inteiro não pode explicar em palavras: o amor.

𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟭𝟯:𝟴-𝟭𝟬
Versículos:
"𝘈 𝘯𝘪𝘯𝘨𝘶𝘦́𝘮 𝘥𝘦𝘷𝘢𝘪𝘴 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘮𝘢, 𝘢 𝘯𝘢̃𝘰 𝘴𝘦𝘳 𝘰 𝘢𝘮𝘰𝘳 𝘤𝘰𝘮 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘰𝘴 𝘢𝘮𝘦𝘪𝘴 𝘶𝘯𝘴 𝘢𝘰𝘴 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴; 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘲𝘶𝘦𝘮 𝘢𝘮𝘢 𝘢𝘰𝘴 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴 𝘤𝘶𝘮𝘱𝘳𝘪𝘶 𝘢 𝘭𝘦𝘪.
𝘊𝘰𝘮 𝘦𝘧𝘦𝘪𝘵𝘰, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘢𝘥𝘶𝘭𝘵𝘦𝘳𝘢𝘳𝘢́𝘴, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘮𝘢𝘵𝘢𝘳𝘢́𝘴, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘧𝘶𝘳𝘵𝘢𝘳𝘢́𝘴, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘥𝘪𝘳𝘢́𝘴 𝘧𝘢𝘭𝘴𝘰 𝘵𝘦𝘴𝘵𝘦𝘮𝘶𝘯𝘩𝘰, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘤𝘰𝘣𝘪𝘤̧𝘢𝘳𝘢́𝘴, 𝘦 𝘴𝘦 𝘩𝘢́ 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘮 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰 𝘮𝘢𝘯𝘥𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰, 𝘵𝘶𝘥𝘰 𝘯𝘦𝘴𝘵𝘢 𝘱𝘢𝘭𝘢𝘷𝘳𝘢 𝘴𝘦 𝘳𝘦𝘴𝘶𝘮𝘦: 𝘈𝘮𝘢𝘳𝘢́𝘴 𝘢𝘰 𝘵𝘦𝘶 𝘱𝘳𝘰́𝘹𝘪𝘮𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘢 𝘵𝘪 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰.
𝘖 𝘢𝘮𝘰𝘳 𝘯𝘢̃𝘰 𝘧𝘢𝘻 𝘮𝘢𝘭 𝘢𝘰 𝘱𝘳𝘰́𝘹𝘪𝘮𝘰. 𝘋𝘦 𝘴𝘰𝘳𝘵𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘤𝘶𝘮𝘱𝘳𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘢 𝘭𝘦𝘪 𝘦́ 𝘰 𝘢𝘮𝘰𝘳."

𝗖𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼

𝟭 𝙅𝙤𝙖̃𝙤 𝟭:𝟴,𝟭𝟬: Esse texto mostra que os seguidores de Cristo ainda pecam e precisam reconhecer seus pecados para receber o perdão de Deus. A ideia de que após a conversão não pecamos mais está em desacordo com o ensinamento de João. Ele enfatiza a importância da confissão contínua dos pecados.
𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟭𝟬:𝟰 - 𝙊 𝙁𝙞𝙢 𝙙𝙖 𝙇𝙚𝙞: Cristo cumpriu a Lei e a justiça é alcançada pela fé Nele. Isso não anula a necessidade de viver de acordo com os princípios morais de Deus.
𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟱:𝟴: O uso do particípio presente no grego enfatiza que Cristo morreu por nós enquanto ainda estávamos em pecado. Isso ressalta que a condição de pecador era atual no momento do sacrifício de Cristo, mas a graça continua a operar em nós para vencer o pecado.
𝙅𝙤𝙖̃𝙤 𝟭:𝟮𝟵 - 𝘼 𝙎𝙤𝙡𝙪𝙘̧𝙖̃𝙤 𝘿𝙚𝙛𝙞𝙣𝙞𝙩𝙞𝙫𝙖 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙤 𝙋𝙚𝙘𝙖𝙙𝙤: Jesus ofereceu a solução definitiva para o pecado, mas isso não significa que o pecado deixou de existir no mundo ou na vida dos crentes. A obra de redenção é contínua até a consumação final dos tempos.
𝙊𝙗𝙧𝙖𝙨 𝙙𝙖 𝘾𝙖𝙧𝙣𝙚 𝙫𝙨. 𝙋𝙚𝙘𝙖𝙙𝙤: As "obras da carne" listadas em Gálatas 5:19-21 são manifestações específicas do pecado. Não há diferença essencial entre pecar e praticar obras da carne, pois ambas são contrárias à vontade de Deus e necessitam de arrependimento.
𝙍𝙤𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝟭𝟯:𝟴-𝟭𝟬: Paulo explica que "𝘰 𝘢𝘮𝘰𝘳 𝘦́ 𝘰 𝘤𝘶𝘮𝘱𝘳𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘢 𝘭𝘦𝘪" e que os mandamentos se resumem na prática do amor ao próximo. Este princípio moral permanece inalterado e é a base da ética daqueles que seguem a Cristo.

Portanto, afirmar que nós não pecamos mais, mas apenas praticamos "obras da carne", é uma distinção sem diferença real. O pecado ainda é uma realidade que deve ser confessada e combatida com a ajuda da graça de Deus. Cristo cumpriu a Lei e oferece redenção, mas a luta contra o pecado continua até a consumação final dos tempos. A moralidade de Deus é imutável, e viver de acordo com o amor a Deus e ao próximo é o cumprimento da Lei.

𝗡𝗶𝗰𝗼𝗹𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗲𝗻𝗼

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