Pular para o conteúdo principal

Refutando bobices dos ateístas 39

 𝗥𝗲𝗳𝘂𝘁𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗯𝗼𝗯𝗶𝗰𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝘁𝗲𝗶́𝘀𝘁𝗮𝘀 𝟯𝟵


Salmos 34:7 : "O anjo do Senhor acampa-se ao redor daqueles que o temem, e os livra."


   Esse versículo faz parte de um contexto de confiança em Deus, onde o "temor do Senhor" não se refere a um medo paralisante, mas a um respeito reverente e confiança em Sua soberania. A promessa aqui não é uma garantia de que não enfrentaremos dificuldades, mas de que Deus estará conosco em meio às adversidades, nos protegendo e livrando de ameaças espirituais e físicas. Parando por aqui, o cético que usa uma abordagem seletiva para questionar a fidelidade de Deus poderia estar certo, mas ele esquece que as Escrituras existem como um todo, e não igual ao seu cérebro pela metade.


   Deus promete proteção espiritual, e não necessariamente uma vida livre de problemas físicos ou materiais. Jesus, em João 16:33, fala explicitamente sobre o fato de que teremos tribulações:


"No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."


     Aqui, Jesus não está dizendo que Ele nos protegerá de todas as dificuldades da vida terrena, mas que Ele já venceu as aflições que o mundo nos impõe e, em meio a elas, podemos confiar na Sua presença e na vitória espiritual.


   O mal no mundo (como roubos, mortes e outras tragédias) é devido ao livre arbítrio humano e ao mundo caído. Deus, em Sua soberania, permite que as pessoas escolham seus caminhos, mas Ele também nos dá a liberdade de confiar Nele em meio às dificuldades. Não é que Ele não nos protege de todo mal, mas o mal existe porque Deus permite que os seres humanos exerçam livre arbítrio. A existência do mal é um dos desafios fundamentais da fé, isso é explicado em Romanos 8:22-23, onde fala sobre a criação gemendo e esperando a redenção final.

   A proteção que o salmista menciona (Salmo 34:7) está no contexto de uma proteção espiritual, em que Deus intervém de maneiras invisíveis e muitas vezes misteriosas para proteger Seus filhos das ciladas do inimigo. 2 Coríntios 4:8-9 é dito sobre ser "perturbados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados", isso demonstra que, mesmo em meio ao sofrimento físico, a proteção espiritual de Deus está conosco.


𝗝𝗲𝘀𝘂𝘀 𝗲𝗺 𝗛𝗲𝗯𝗿𝗲𝘂𝘀

 

  Nem Jesus foi poupado da morte. Ele sofreu e morreu de forma injusta, mas Sua morte foi parte do plano divino de salvação para a humanidade. Isso revela que sofrimento e dificuldades não são uma prova de que Deus abandonou a pessoa, mas, muitas vezes, são o cenário onde Ele manifesta Sua presença e poder de formas mais profundas. Em Hebreus 5:8 vemos que Jesus aprendeu a obediência pelo sofrimento. O grego deste verso "Καίπερ ὢν υἱός" ("Embora sendo Filho"): Isso destaca a divindade de Jesus. Ele não é apenas um homem, mas o Filho de Deus, e, como tal, Sua obediência não é a obediência de uma criatura humana qualquer, mas a obediência do Filho eterno. O autor de Hebreus faz questão de lembrar que Jesus, apesar de ser divino, se submeteu voluntariamente ao plano de Deus.

   "ἔμαθεν ἀφ᾽ ὧν ἔπαθε" ("aprendeu, por meio do que sofreu"): A palavra "ἔμαθεν" (aprendeu) indica que, mesmo sendo Deus, Jesus vivenciou um aprendizado real. "ἔπαθε" (o que sofreu) está se referindo ao sofrimento físico, emocional e espiritual que Ele experimentou durante Sua vida terrena, culminando na crucificação. Isso não significa que Jesus não soubesse o que era obediência antes, mas que Ele se identificou plenamente com a experiência humana, sendo tentado e provado em Sua humanidade.

   "τὴν ὑπακοήν" ("a obediência"): A "ὑπακοή" (obediência) aqui é o ato de submeter-se à vontade de Deus, mesmo em meio ao sofrimento. Jesus, sendo Filho de Deus, sabia o que era a obediência ao Pai, mas Ele a aprendeu em um sentido humano profundo, ao viver a experiência da dor e da morte. Ele se submeteu ao sofrimento não apenas como um exemplo para a humanidade, mas como uma expressão de Sua fidelidade ao plano divino de redenção.

   Jesus é Deus. Então, como Ele "aprendeu a obediência"? Isso não significa que Jesus, em Sua natureza divina, fosse desobediente ou tivesse que aprender como ser obediente, mas sim que, como Filho encarnado, Ele experimentou a obediência em Sua humanidade. A obediência de Jesus é uma obediência que transcende o entendimento humano comum, pois envolve Sua escolha de se submeter à vontade do Pai, mesmo sabendo que isso resultaria em sofrimento e morte. Obediência no contexto de Hebreus 5:8 se refere à resposta humana e voluntária de Jesus à vontade de Deus, que envolveu Sua missão redentora na Terra. Embora Ele fosse perfeitamente divino, a encarnação de Jesus significou que Ele também se tornou completamente humano. Ele experimentou o sofrimento de uma maneira que nos permite vê-Lo como um mediador, não apenas em termos de Sua divindade, mas também em Sua humanidade. A obediência de Jesus foi uma escolha consciente de seguir o plano divino para a salvação da humanidade, demonstrando a perfeita harmonia entre Sua humanidade e Sua divindade.


𝗖𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼


  A proteção de Deus descrita no Salmo 34:7 não é uma promessa de livramento absoluto de todo mal físico, mas sim uma garantia de que Deus está conosco em meio às dificuldades, nos livrando espiritualmente e nos sustentando, mesmo quando enfrentamos tribulações. A verdadeira proteção de Deus é a salvação eterna, não uma ausência de dificuldades na vida terrena.


𝗡𝗶𝗰𝗼𝗹𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗲𝗻𝗼

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

𝗠𝗮𝗿𝘁𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗟𝘂𝘁𝗲𝗿𝗼 - 𝗢 𝟳° 𝗶𝗻𝗱𝗶𝘃𝗶́𝗱𝘂𝗼 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝘁𝗼

  𝗠𝗮𝗿𝘁𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗟𝘂𝘁𝗲𝗿𝗼 - 𝗢 𝟳° 𝗶𝗻𝗱𝗶𝘃𝗶́𝗱𝘂𝗼 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝘁𝗼   A Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero em 1517, não foi apenas um movimento religioso, mas também um evento influenciado por correntes místicas e filosóficas. Diversas fontes sugerem que Lutero estava em contato com ordens filosóficas místicas como a Rosa-Cruz, que tiveram um papel significativo na moldagem de seus pensamentos e ações¹. 𝘼 𝙍𝙤𝙨𝙖-𝘾𝙧𝙪𝙯 𝙚 𝙎𝙚𝙪𝙨 𝙎𝙞𝙢𝙗𝙤𝙡𝙞𝙨𝙢𝙤𝙨    Martinho Lutero, em uma carta datada de 1516, descreve o significado de seu símbolo, explicando que a cruz negra representa Jesus e que, colocada no centro do coração vermelho, simboliza a comunidade cristã. Este coração, no centro da rosa branca, representa o êxtase místico, a consolação e a paz. Para Lutero, "O branco é a cor do espírito e de todos os anjos; o campo azul representa o céu espiritual, onde Jesus Cristo reina, e o círculo dourado representa o ouro místico, que Deus outorg...

Ebook do Verdade Oculta: as informações

Ebook do Verdade Oculta: as informações   O ebook examina o que descreve como as questões mais críticas e negligenciadas sobre a vacinação em massa contra a COVID-19.  A narrativa central é que a pandemia foi um evento planejado, com as vacinas servindo como um veículo para a introdução de biotecnologias avançadas e substâncias não declaradas no corpo humano, com o objetivo final de controle e redução populacional por parte de uma elite global. Principais Argumentos e Fontes Apresentadas    1. Aumento de Mortes Súbitas e Coágulos Anormais    O livro aponta para um "aumento estratosférico de mortes inexplicáveis", especialmente entre jovens de 18 a 49 anos, a partir de 2021, um fenômeno que teria sido notado por companhias de seguros. A obra se apoia fortemente no documentário "Died Suddenly" (2022) e em depoimentos de embalsamadores como Anna Foster, Brenton Faithful e Dr. Richard Hirschman. Eles relatam a descoberta de grandes coágulos sanguíneos brancos, ...

Texto Completo do debate entre o católico Joaquim e Eu

  A Queda da Apologética Católica Moderna (O Caso Joaquim)   O debate ocorreu no grupo do Facebook "DEBATE CATÓLICOS X PROTESTANTES" com 7,8 mil membros. O usuário com foto de perfil do Batman, chamado de Roberto Miranda, postou o seguinte post:   Eu comecei comentando: Na versão Almeida Corrigida Fiel (ACF), que é a base da Bíblia de Estudo Apologética (ICP), o termo "adorou" é usado para traduzir o aramaico סְגִד (segid). No Aramaico: Segid significa, literalmente, prostrar-se ou inclinar-se em sinal de respeito, reverência ou homenagem. No mundo antigo, era o protocolo comum diante de um rei ou de alguém que trazia uma revelação divina. No Português Arcaico/Clássico: A palavra "adorar" tinha um sentido muito mais amplo do que hoje. Significava prestar vênia, reverenciar ou tratar com extremo respeito. Não era um termo exclusivo para o culto a Deus (latria).       Dizer que Daniel aceitou ser tratado como um deus ignora o que ele disse segundos antes da ...