Para o católico médio, a Solenidade de Corpus Christi evoca uma tradição imemorial, uma expressão de fé que remonta diretamente aos apóstolos e à própria instituição da Eucaristia por Jesus Cristo. No entanto, quando despimos a festividade de sua roupagem mística e analisamos suas engrenagens sob a luz da história eclesiástica, o cenário que se revela é radicalmente diferente. Corpus Christi não nasceu da tradição apostólica; nasceu de uma crise de aceitação dogmática no século XIII, alimentada por visões monásticas, lendas locais e uma deliberada absorção de rituais do paganismo clássico (Brock, Rome: Pagan and Papal, 1883, pp. 225-227; Collette, As Inovações do Romanismo, 2001, pp. 263-264; Mosheim, História Eclesiástica, séc. XIII, parte II, cap. IV, §II, apud Collette, p. 263; Neander, História da Igreja, t. VII, p. 474, apud Collette, p. 263). A Gênese de uma Festa Tardia: Entre Fábulas e Conveniências Dogmáticas Para compreender o surgimento de Corpus Christi, é necessário recuar...
Portal oficial de Nicolas Breno, pesquisador independente e autor de 5 livros. Mais de uma década dedicada a expor as estruturas do sistema e restaurar a verdade bíblica através da exegese, cronologia e análise crítica da realidade.